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sábado, 15 de maio de 2010

Cuidado com Seus Atos!

"Um ato momentâneo de descuido pode levar a uma vida inteira de choro". Esta é uma verdade presente em todas as esferas da vida humana. Em um acesso de ira, um homem ceifa a vida do seu amigo e toda a sua vida mudará. Em um momento de descuido, a mãe esquece o seu bebê dentro de um carro com as janelas fechadas sob o escaldante sol meridiano e sua vida jamais será a mesma. Em um lapso momentâneo de irresponsabilidade, o jovem atleta avança o sinal vermelho em uma avenida movimentada e vê todo o seu futuro ligado a uma cadeira de rodas. Um só ato com conseqüências irremediáveis.

Na esfera espiritual, o fenômeno é o mesmo. Em um ato momentâneo de descuido, o primeiro casal pecou contra Deus e viu todo o futuro da raça humana condenada à danação eterna. Um só pecado, concebido em um só instante, foi suficiente para uma condenação de proporções eternas. Não raramente encontramos pessoas questionando a justiça de tal penalidade. “Como algo tão momentâneo pode acarretar em uma penalidade tão severa? Afinal, o pecado não é infinito. Esta condenação não pode ser justa!”, dizem. No entanto, quem pensa desta maneira jamais parou para pensar seriamente sobre a justiça de Deus e a terrível natureza do pecado.

O pecado não é meramente um desvio moral ou uma doença psíquica, como nos quer fazer acreditar a moderna psicologia. O pecado é transgressão, violação da lei de Deus, rebelião e hostilidade contra a soberania de Deus, a negação de sua santidade e autoridade (Cf. 1 Jo 3.4); de fato, pecado constitui rebelião contra a própria existência de Deus. Sendo justo e reto (Dt 32.4), o Soberano reage necessariamente contra o pecado. Assim, a punição é uma exigência da santidade e justiça de Deus. Os pecadores “...sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder...” (1 Ts 1.9).

É verdade que o pecado é finito, no sentido de que é cometido por criaturas finitas por um determinado período de tempo. No entanto, uma vez que ele é a transgressão da lei de Deus que, por sua vez, é a expressão da sua própria natureza perfeita e, portanto, eterna, as conseqüências do pecado são igualmente eternas, na mesma proporção da infinitude da Majestade Eterna, contra quem todo pecado é cometido. Neste sentido o pecado é infinito, sim. E, portanto, a única punição justa para ele deve ser a punição eterna. O padrão da punição do pecado não é sua extensão temporal, mas sua natureza intrínseca que transgride contra o Deus infinito. Daí um só pecado ter sido suficiente para a punição eterna de toda a raça humana.

A justiça de Deus reage contra o pecado lançando o pecador empedernido na punição do inferno, onde o sofrimento jamais terá fim (Mt 25.41). Este é o lugar reservado para todos os que continuarem vivendo sob a suserania do pecado. Outro ponto relevante para toda esta questão da justiça da punição foi aventada por Agostinho. Ele lembra que a questão a ser considerada aqui não é tanto a que diz respeito à “duração do ato pecaminoso”, diz ele, como “a vontade do pecador que é tal que desejaria sempre pecar se fosse possível” (The City of God, XXI, 11). Agostinho está apenas refletindo o ensino de Jesus de que “todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). O pecador não deseja fazer outra coisa senão pecar. Se ele tivesse oportunidade de pecar eternamente ele o faria. Creio que parte da revolta do homem contra Deus está ligada à sua mortalidade. Há uma revolta luciferiana escondida no coração de todo homem, o qual desejaria ser eterno com a finalidade de pecar eternamente. Pensando desta maneira, é possível entender que a punição do pecado é perfeitamente justa.

É preciso compreender que pecado nunca é apenas um deslize irrelevante. Por "menor" que você o considere sempre será uma ofensa horrível contra o Deus eterno. Não flerte com o pecado. Ele não terá piedade em lhe acompanhar até os portões do Lago de Fogo eterno. Eu lhe desafio a olhar com seriedade para a sua própria alma por alguns instantes. Agora, avalie com sinceridade e veja se você é capaz de dizer que Deus é realmente injusto em visitar o pecador, não meramente com punição temporal, mas também com a punição eterna. Isto é entre você e Ele.

Soli Deo Gloria.

1 comentários:

Pastor Almir Tavares disse...

Que Deus continue te abençoando. Bem apropriado o artigo.