sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Quantos erros!

Outro dia ouvi a canção Primeiros Erros, de Kiko Zambianchi, e tentei penetrar a mente pessimista do poeta. Não foi uma experiência muito agradável. Na verdade, foi perturbador. A canção revela um homem desesperado e rendido à fatalidade de um caminho de erros sem volta. Ele demonstra já ter desistido de ver a tal luz no fim do túnel. A vida não passa de um emaranhado de erros sucessivos e incontroláveis.

Por mais irônico que seja, me veio à mente a atitude dos liberais para com a teologia e percebi algumas semelhanças entre eles e o poeta. A impressão que temos ao ler os escritos de liberais alicerçados sobre pressuposições racionalistas de cunho iluminista, bem como de contemporâneos relativistas pós-modernos, é de que as Escrituras Sagradas não passam de um emaranhado complexo de sucessivos erros, enquanto a teologia se resume a um conjunto dogmático de equívocos.

Os pressupostos do método histórico-crítico mataram qualquer possibilidade de se conceber uma verdade revelada, inerrante e normativa, pondo em dúvida tudo o que fora anteriormente refletido e estabelecido. Para os teólogos liberais do pós-modernismo, a capitulação às teorias filosóficas pós-modernas mataram qualquer possibilidade de se conceber verdades absolutas. Não há saída!

Eles estão fadados a viverem numa redoma de dúvidas indirimíveis. Em sua mente pequena, não conseguem conceber nada que contrarie suas regras emprestadas de filosofias alheias. Só podem conviver com o pessimismo de jamais cogitarem vislumbrar qualquer lampejo de verdade. Afinal, eles ainda insistem naquela frase patética e batida: “não existe verdade absoluta”. Nossa!

A cada nova tese teológica de um liberal, é possível ouvir um lamento silencioso que dá coesão a todos eles: “Se eu fizesse parar de chover nos primeiros erros, mas só chove, e chove!”. São centenas de páginas tentando provar, das mais variegadas formas, as mesmas teses antigas.


Soli Deo Gloria

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